quarta-feira, 1 de junho de 2011

Crônica 54: O Café

Pois é. Como todos devem saber, semana passada aconteceu o dia do café. Importante eu, né? E, para efeito comemorativo, fui prestar serviços em um evento de cosméticos. Interessante. Não tanto, já que não preciso desse tipo de coisa para me manter jovem. Sou velho mesmo. E como.
Estava eu, esperando que alguém me procurasse.  Esperei. Os chocolates e refrigerantes estavam muito mais solicitados. Deu até certo tom de revolta. Mas relaxei. “Respirei fundo” e continuei ali, pronto a dar alento a quem precisasse. Até que... Ufa! Fiz uma descoberta surpreendente.
Eram mesas altas. Bancos altos. Ambos estreitos. Pouco convidativos. Sentaram-se ali duas pessoas. Dois homens. Uma dupla de “gorduchinhos”. Não se deixaram abater pela pequenez dos bancos. Falavam muito. Muito rápido. Mal se conseguia entendê-los.
No entanto, em meio a tantas palavras de adulação, consegui captar algo realmente importante (pra mim ao menos). O assunto era Eu. Mas, não o velho Eu. E o assunto nada tinha haver com cozinha, bebidas quentes ou melhores amigos. O assunto era cosmético.
Na hora pensei: que doideira é essa? Eu sei já existe shampoo de chocolate. Sei também da utilização do ouro na produção de batons. Mas café? Jamais imaginei. Bom, um dos rapazes falava, falava, falava e eu ali pacientemente ouvindo.
Até que limpei a parte desinteressante da conversa e fiquei com a seguinte informação: “não sei se o senhor sabia, mas nossa empresa está utilizando café para produzir algumas linhas de seus produtos”.
- São cosméticos feitos com os grãos verdes e também com o refugo da produção – continuou.
Sim, meninas. Aquelas que ainda ficam com a frescura de tomar café descafeinado. Isso não é café. “Cutucãozinho” à parte. Fiquem sabendo que o café tem propriedades para drenagem e tonificação da pele. Além de óleos de banho, hidratantes e até sabonetes.
De volta aos nossos amigos faladores. Depois de tanto assunto. Ambos terminaram sua bebida. Voltaram para o seu trabalho. Seu stand. Seu café. E, Eu, volto para a minha boulangerie para ouvir mais e mais histórias...

Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Junho/2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Crônica 53: O Metrô

Sentam-se um menino e seu pai. É domingo. Dia de ficarem juntos. Aproveitarem o momento. E é o que estão fazendo. Mesmo com a chuva que cai. Até que surge uma pergunta bem difícil de responder. Mas bastante necessária.
- Pai... O que são “pessoas diferenciadas”?
“Hum... E agora?” Pensou, ele. O quê responder. Como explicar a complexidade do tema para uma criança de 10 anos. Fez-se silêncio. O pai olhou à sua volta. Até ver uma garçonete. “Ufa!”.
- Mocinha. Veja pra mim um café quentinho e um suco de laranja para o rapaz aqui.
Fui chamado. E rapidamente cheguei. Estava curioso para saber a resposta. E, principalmente, para entender a pergunta. “Pai!”. “Oi”. “Então... Você sabe a resposta?”, insistiu o menino. Claro que sei. O que seu pai, aqui, não sabe?
- Bom. Pessoas diferenciadas são aquelas que fogem às regras. É isso. - Respondeu o pai. Orgulhoso por ter se saído bem. E continuou brincando com o menino, conversando sobre futebol. O jogo do Corinthians. Até que...
- Pai. Entendi. Mas então pessoas que andam de metrô fogem das regras? A mamãe me leva para a escola de metrô. Somos diferenciados?”
- Claro que sim. São diferenciados. Evitam usar o carro e poluir a cidade.
O menino ficou pensativo. Mexeu o canudinho do suco. Deu um gole.
- Mas, pai. Se andar de metrô é bom, por que tem gente que não quer metrô onde mora?”
O pai novamente ficou sem resposta. Olhou para os olhos negros como café do filho. Pensou em sua ingenuidade. Primeiro decidiu dizer que essas pessoas são babacas. Depois resolveu que essa não era a melhor opção. Já estava saindo fumaça de suas orelhas.
Tomou um gole de mim. Olhou-me. E disse:
- São pessoas ignorantes. Não sabem o que dizem. Preferem viver presos no bairro deles convivendo apenas com outros prisioneiros que tenham os mesmos hábitos, entende?”
- Não. Porque a professora me falou que bairros e ruas são espaços públicos. Pertencem a todos. Não podem ser fechados. Mas, sim, democratizados. Vivemos numa democracia, sabia?”
- Eu sei filho.
- Sabia que democracia significa Governo do Povo? Então, por que aquela mulher falou que não quer o povo perto dela?
O pai, atônito com a resposta do filho, limitou-se a tomar a terceira dose de seu cafezinho. Depois dessa acho que eu, também, não preciso dizer mais nada, né?

Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Maio/2011

sábado, 7 de maio de 2011

Crônica 52: O Escritório


Hoje, pela primeira vez, fui levado a um lugar diferente. Completamente estranho e novo aos meus olhos de café. Tudo começou com uma jovem, muito bem arrumada. Ao invés de sentar-se ela caminhou até o balcão. “Um puro para viagem, por favor,”. Estranhei. Pensei: o que seria um puro? E mais: de que viagem ela falava?
Pois é, o puro era eu. E a viagem era minha também. Uma novidade lá em casa. Agora quem não puder se sentar para degustar seu cafezinho, pode me levar junto para onde quiser. Achei até interessante. Em minutos sai nas mãos da minha amiga.
Nada aconchegante esse vôo. Em primeiro lugar eu fui de classe econômica, ou seja, estava acomodado em um copo de isopor com tampa. O que para mim é péssimo. Depois, eu disputava espaço nas mãos dela com pasta, agenda, celular – é claro que ele tocou e eu quase fui derrubado – a bolsa caindo. Enfim.
Chegamos ao nosso destino. Fui colocado em uma mesa de cozinha. E ali fiquei aguardando que ela voltasse. Assustado. “Alguém quer um gole de café?”. Essa não, eu ia ser dividido? Era só o que me faltava...
Mas felizmente essa desgraça não aconteceu. Ufa! Não é ser chato. Mas não sou um café de garrafa térmica. Sou um expresso puro de grãos selecionados. Após um tempo interminável, ela voltou. Adoçou-me. E fomos para um espaço molhado (estava chovendo), do lado de fora do escritório. Ela pegou outro amigo meu – o cigarro – e ali relaxou por dez minutos.
Ficamos tranqüilos. Em paz. Ela parecia pensar no que tinha para fazer durante o dia. E naquele curto período de tempo, parecia grata a mim. Por estar ali. Por ter aceito esse estranho convite. Eu era a desculpa para que ela parasse, antes mesmo de começar.
Apesar do frio. Da chuva. E do muro molhado em que fui apoiado. Senti-me bem em viver aquele momento. Ajuda-la a respirar. Ela me olhava como a um bálsamo, me via como o melhor momento antes de começar o dia.
É. Mas melhores momentos acabam rápidos. Ela foi chamada. E eu tive que voltar. Já tinha dado minha hora...

Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Maio/2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Crônica 51: A Intrusa

Pessoas são mesmo um tipo interessante. Dia desses, estava eu na minha labuta, servindo uma mesa cheia de crianças e uma mulher. Devia ter uns 35 anos. Bonita. Muito bem arrumada. Alguma coisa me chamou a atenção naquela figura. Tinha um quê de cansada. Um quê de pensativa. Nem tudo devia ir tão bem na sua vida.
Ela estava acompanhada por seus filhos e dois coleguinhas da escola dos pequenos. Sentou. Pediu um café – euzinho. Acomodou as crianças na mesa ao lado. Em seguida retirou de sua “pequena” bolsa: cadernos, canetas, lápis de cor. E toda sorte de coisas que uma criança, ou melhor, quatro, precisa para desenhar.
Esse era seu alvará de soltura. Agora sim, pensou. Poderei relaxar. Tomar meu cafezinho. Ficar em paz. E foi o que ela fez. Curtiu o seu momento. Aliás, eu também curti. Ficamos ali. Tranquilos. Admirando quem passava pela rua. Ela me olhava. Usava a colherinha para dar uma mexidinha no açúcar. E eu apenas um amigo discreto. O melhor naquele momento.
Ela parecia não acreditar que conseguira proporcionar a si própria aquele instante de prazer. Sem chefe gritando. Filhos chamando. Só ela, a cidade e seu cafezinho quente. Desligou o celular. Bebericava-me vez por outra. Uma olhadela para as crianças ao lado. Perfeito. “Tudo sob controle” pensava.
Mais um café. Fui e voltei renovado. No entanto, qual não foi a minha surpresa quando, no meu retorno, me deparei com uma mulher. Da mesma idade (provavelmente). Parada ante a mesa. Em pé. Falava por todos os poros. Sem parar um minuto. Nem para respirar. Nem para perceber que a amiga estava querendo, desejando, permanecer como estava: sozinha e em silêncio.
“Amigaaaa! Você aqui? Como você está?”, perguntou a tal. “Sim, tudo bem. E você como está?”, perguntou minha amiga já querendo voar no pescoço da outra. “Muita coisa acontecendo. Sabe como é. Aliás, parei com esse veneno.”
Olhamos ao nosso redor. Não vimos veneno algum.
“É – continuou - me refiro ao café”. Quando ouvi isso, quase me derrubo inteiro e quente na mão dela que estava sobre a mesa. Mas consegui me controlar.
Bom, seguiram-se diversos absurdos devidamente cortados pela minha admiradora. “Mas saiba que ele é um amigo e tanto. Sabe aqueles momentos em que você pretende ficar um pouco sozinha e esquecer que o resto do mundo existe? Pois é, nesses momentos um veneninho como esse é ótimo”, disse em tom jocoso.
Pensei: bom, agora ela vai embora. Que nada, antes que pudesse acabar de pensar nisso, minha inimiga número um sentou-se. Isso mesmo. Sentou-se. E como se não bastasse, sentenciou: “Querida, você precisa mesmo conversar”. Senti a dor da minha colega. No entanto, fiz a única coisa que um amigo discreto como eu poderia fazer. Eu me retirei...


Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Maio/2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Crônica 50: Uma Amizade sem Fronteiras


Nossa, estou até mal passado. Depois de dois anos sem escrever...
Mas vamos lá aquecer os motores... Opa, seria melhor dizer que eu vou colocar a água pra ferver, né?
Nesses dois anos parado muitas coisas aconteceram na minha vida. Muitas mudanças. Muitos altos e baixos. Muitos amores e desamores. Ilusões e desilusões. Enfim, muito tudo. Recomeçar nunca é fácil, é sempre um trajeto duro. Uma estrada tortuosa.
Eu sei que não estou aqui para falar de mim e sim dos meus admiradores, meus companheiros fiéis, mas depois de dois anos sem escrever, quando sentei aqui, não resisti...
E para o primeiro texto, desta segunda fase, escolhi uma admiradora mais que especial. Não, não se trata de uma celebridade. Nem de um humano. Mas sim de "alguém" que sempre adorou a minha presença. Mesmo sem nunca saborear-me.
Ela vinha sempre acompanhar sua dona. Vinha quietinha. Sentava-se ao lado dela. E ali permanecia. Contemplativa. Meu sabor não era em nada agradável ao seu paladar. Mas meu aroma... Esse sim encantava essa linda poodle.
Sua “mãe”, por sua vez, era uma jovem muito tagarela. Conversava com todos. Com quem passava. Com os amigos que vinham encontrá-la. Com os garçons. Não importava. Todos sabiam que no fim da tarde era possível encontrá-la com seus dois melhores amigos: Eu – o seu Cafezinho – e Sissi – a sua poodle.
Em uma de suas conversas a ouvi dizer:
- Você não imagina, quando saio de casa, ela já se anima toda, abana o rabo e é capaz de vir sozinha até aqui. Acho que ela também adora um café no fim da tarde!
Fiquei extremamente lisonjeado. E era verdade. Aquela bolinha de pelos realmente me cativou e cativou a todos. Certo dia, ao receber carinho, quase me derruba da mesa. Fiquei nervoso. Um pouco sem equilíbrio. Mas logo percebi que ela me queria mais perto dela.
Pelos pretos. Olhos “sábios”. O tempo passou e sua dona não retornou mais. Fui ficando triste. Veio-me um sentimento estranho... É a tal saudade! Já estava murchinho quando, um longo tempo depois, ela reapareceu. Se tivesse pernas teria saído correndo ao seu encontro.
Mas minha casa estava cheia e o rapaz demorou a me buscar. Quando cheguei à mesa senti um calafrio. Era uma lágrima gelada caindo em mim. Foi quase um tsunami em minha xícara. Não a vi conversar com ninguém. Nem mesmo comigo. E quando a moça, delicadamente, me levou à boca... É que pude olhar para baixo... E... Não ver... A linda Sissi não estava mais lá.
Nunca mais ela se sentaria abaixo de mim e me olharia com aquele olhar sapeca. Nunca mais ouviria seu latidinho. Nunca mais sua patinha se apoiaria nas pernas de minha apreciadora para saber o que estava acontecendo sobre a mesa... Nunca mais.
No entanto, gosto de imaginar que todos os dias esse “anjinho” vem me visitar. Senta-se no chão. Me espera chegar. E ficamos, os dois, sozinhos, conversando na linguagem do amor!




In Memoriam de Sissi *11/10/1999 a 09/02/2011*






Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Março/2011

domingo, 24 de maio de 2009

Crônica 49: O Ponto


Tenho novidades essa semana. Em frente à minha casa agora há um ponto de ônibus. Muita gente não gostaria dessa novidade, mas pra mim, um cafezinho contador de “causos”, é ótimo. Muitas vezes, quando estou em mesas silenciosas posso prestar atenção nas histórias do ponto.
E olha que são muitas. O mais interessante é que lá na rua, no ponto, o público é outro. Heterogêneo. São estudantes, estagiários, profissionais, domésticas, garis, pessoas apenas passeando, amigos, namorados. Enfim, tudo que se possa imaginar.
Ontem foi o primeiro dia dessa confusão toda. A maioria nunca entra para conversar comigo. No entanto, mesmo assim, posso saber das notícias, assuntos e fofocas de cada um direto do conforto da minha mesa.
Algo que notei foi o uso dos celulares. Mas não da forma implicante com que sempre falo dele. Afinal de contas,quando esses aparelhinhos estão longe de mim, não me dizem respeito.
Observei, porque às vezes a pessoa está sozinha no ponto, sem ter o que fazer, nem com quem falar e saca logo o celular. E uma longa conversa – unilateral – se estabelece. Conta-se o dia inteiro. Fofoca-se. Diz-se do dia no trabalho, do namorado. Fala-se mal de muita gente.
O que me intriga é a capa de vidro isolante que se forma no entorno daquele que tagarela sem parar ao telefone. A impressão que dá é que não há mais ninguém no mundo. Que só existem ele e o minúsculo aparelho em suas mãos.
Sabe, a impressão que dá é que as palavras ditas ali ficam presas dentro o celular. Que ninguém do mundo externo ao seu poderá ouvi-lo. E, mais, chego a pensar que quem está do outro lado da linha é o menos importante. O que realmente existe para o dono do aparelho é ele mesmo.
A redoma formada já é tão eficiente que não há nem mesmo a preocupação de que a pessoa de quem se fala poderia ouvi-lo. Ou até mesmo alguém conhecido passar e prestar atenção no que está sendo dito.
Dia desses um rapaz ouvia música em seu “mil e uma utilidades” e ao mesmo tempo falava sem parar pelo alto falante. O ônibus chegou, ele dirigiu-se ao transporte e subiu. Enrolou-se todo com o fio. Quase cai dos altos degraus. Mas não desligou.
Penso eu, quantas possibilidades não são perdidas em momentos como esse. Quantas oportunidades de conhecer melhor a si mesmo. De olhar o caminho do ônibus. De saber quem pega o mesmo ônibus todo dia com você. De, simplesmente, ouvir o próprio silêncio. Enfim, viver o mundo ao invés de flutuar com vendas nos olhos e celular no ouvido.

Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Maio/2011

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Crônica 48: O Dia

Final de semana das mães. Pois é, presenciei uma cena interessante. Sentam-se à mesa duas jovens. Deviam ter mais ou menos dezesseis anos. É a idade da rebeldia. Da contracultura. As duas vestidas de forma jovial e conversando alegremente. Uma delas pediu uma coca-light e a outra, muito mais refinada, pediu um bom e preto café. Eu mesmo.
Juntei-me às duas. Peguei a conversa no meio, mas consegui entender. O assunto era “Dia das Mães”. Uma delas, mais loira, dizia:
- Não sei pra que dia das mães?
A outra arregalou os olhos e fitou a amiga assustada.
- Como não sabe pra que?
Com jeito impaciente, a menina respondeu:
- Claro, é uma data panfletária! Puramente comercial! Eu acho o fim da picada.
A outra parou. Pensou. Analisou. Até que por fim, respondeu pensativa.
- Pode até ser, mesmo...
- Como pode até ser? Claro que é!
Mais um momento de reflexão da interlocutora.
- Sabe, eu não acho, não – disse decididamente.
- É óbvio que é! “Dia das mães” é todos os dias do ano. Não é preciso um único, entende? Isso é só pra ganhar dinheiro em cima de gente “boba”, feito você, que cai na armadilha capitalista das propagandas.
- Que ”Dia das Mães” é todo dia e tenho certeza. Porém, o que não sei é se as pessoas demonstram esse amor todos os dias ou se compram presentes e preparam café da manhã antes dela ir trabalhar. Talvez esse dia panfletário como você diz, sirva para lembrarmos de homenagear, ao menos um dia no ano, essa pessoa que nos deu a vida e tanto nos ama.
A revoltada ficou mais calma. Pensou, pensou e finalmente disse:
- Olha é uma data comercial e ponto.
As duas emburraram acabaram de comer o salgado que pediram quietas. Quem quebrou o silêncio foi nossa amiga loirinha:
- Bom, vamos embora? Ainda preciso passar no shopping e comprar o presente da minha mãe... Ela quer uma bota – disse ficando com as bochechas coradas.
Panfletária ou não. Essa é uma data que merece ser comemorada. Esse cafezinho é apenas um grão. Não tem mãe. Mas espera que todas tenham tido lindos domingos, almoços ou jantares, juntos aos seus filhotes. Parabéns a todas!

Mariana Primi Haas - MTB 47229                                                                                                                                        Maio/2009